O destino inevitável das empresas — e a decisão que separa legado de perda
Toda empresa, independentemente do porte ou setor, caminha para um de três finais possíveis: encerrar suas atividades, ser sucedida ou ser vendida. Não existe quarta alternativa.
O que separa empresários que preservam patrimônio, influência e poder de decisão daqueles que veem valor se dissipar ao longo do tempo não é sorte, nem conjuntura econômica. É governança. É método. E, sobretudo, é a capacidade de decidir antes que o tempo imponha escolhas mais restritas.
Quando a empresa não termina, ela perde valor
Raramente uma empresa se encerra de forma abrupta. O cenário mais comum é o da deterioração silenciosa.
A operação passa a depender excessivamente do fundador. A governança deixa de evoluir. Decisões estratégicas são postergadas. Conflitos familiares surgem, ainda que de maneira discreta. O negócio segue operando, mas perde eficiência, atratividade e valor econômico.

O que antes era um ativo estratégico transforma-se em um passivo oculto. Quando o empresário percebe, as alternativas já se estreitaram — e o custo de decidir aumenta exponencialmente.
Sucessão: o caminho natural que raramente é simples
A sucessão familiar costuma ser apresentada como o desfecho ideal. Na prática, é o mais complexo.
Nem sempre a próxima geração possui vocação, preparo técnico ou disposição para assumir riscos empresariais. Em muitos casos, os herdeiros seguem outros projetos de vida; e isso não representa falha, mas escolha legítima.
Forçar a continuidade sem alinhamento real costuma gerar conflitos, perda de eficiência e destruição de valor. Uma sucessão bem-sucedida exige planejamento de longo prazo, critérios objetivos, governança estruturada e vontade genuína de quem assume.
A venda como decisão estratégica
Vender uma empresa não representa ruptura com o passado. Representa a organização do futuro.
Quando bem estruturada, a venda transforma um ativo operacional em liquidez, protege o patrimônio familiar e reduz riscos acumulados ao longo do tempo. Em muitos casos, preserva-se a história do negócio e garante-se sua continuidade em uma estrutura mais preparada para o próximo ciclo.
Na VSH Partners, boutique especializada em Fusões e Aquisições (M&A), reestruturação e valuation, entendemos que, mais do que um evento financeiro, a venda é uma decisão estratégica de controle.

Decida antes que decidam por você
Planejar uma venda não significa executá-la imediatamente. Significa manter opções abertas. O empresário que antecipa esse debate não reage às circunstâncias; ele as conduz. E, no ambiente empresarial, poucas competências são tão valiosas quanto essa.
Por Erich Hüttner
Erich Hüttner é fundador e CEO da VSH Partners, boutique especializada em Fusões e Aquisições (M&A), reestruturação e valuation. Atua em processos de compra, venda e preparação de empresas. Advogado (PUC), com especialização em Direito Empresarial (FGV) e Fusões e Aquisições (Insper), possui mais de 15 anos de experiência e presença recorrente na mídia.





