Domingo, 21 de junho de 2026
São Paulo-SP, Brasil

Executivo assina documento relacionado a acordo de sócios e governança corporativa para fortalecimento da estrutura societária
Alinhamento entre sócios aumenta previsibilidade e preserva valor empresarial.
Navio da AmaWaterways em roteiro de cruzeiro fluvial de luxo na Europa
Planejamento reforçam a liderança da marca em cruzeiros fluviais
Aviação de negócios no Brasil com helicóptero chegando ao heliponto de edifício de luxo em Itapema
Mobilidade aérea executiva de alto padrão elevam empreendimentos
Audi circulando em área urbana durante divulgação dos resultados financeiros do Grupo Audi no primeiro trimestre de 2026
Lucro de €588 milhões. Elétricos representam 20% das entregas

Fusões-Aquisições exigem preparação para venda com liquidez, governança e valorização

Responsabilidade do empresário na construção de valor atrai investidores e fortalece estrutura para negociações eficientes

Publicidade

Preparação estratégica define o sucesso na venda de empresas


A sua empresa é sua responsabilidade — inclusive na hora de vender

No mercado de fusões e aquisições, o maior inimigo do empresário não é o cenário macroeconômico. É a terceirização da responsabilidade. Liquidez não acontece por acaso: ela é construída com antecedência.

Ao longo dos anos assessorando empresários em processos de venda, percebi um padrão recorrente: muitos desejam liquidez, mas poucos assumem o controle do processo que a viabiliza. No mercado de fusões e aquisições, a responsabilidade é intransferível.


Seu crescimento é sua responsabilidade. Sua governança é sua responsabilidade. Seus números são sua responsabilidade. Seu posicionamento estratégico é sua responsabilidade.


Responsabilidade empresarial no processo de liquidez

Ainda assim, é comum ouvir justificativas que deslocam o foco para fora: o mercado precisa melhorar, os juros precisam cair, a reforma tributária precisa se consolidar, o investidor certo precisa aparecer. Há sempre um fator externo que supostamente explica a inércia interna.

O problema é que o mercado não recompensa a espera passiva. Ele recompensa preparação.


Preparação interna versus cenário macroeconômico

No ambiente de M&A, culpar o cenário é um erro estratégico. Juros sobem e descem. Reformas avançam e retrocedem. Governos mudam. Ciclos econômicos se alternam. O que não muda é o fato de que investidores compram empresas preparadas.

Enquanto o empresário transfere a responsabilidade para o contexto macroeconômico, o tempo passa. E o tempo tem impacto direto no valuation. O múltiplo pode cair. O risco percebido aumenta. O ciclo vira.


Liquidez não é prêmio por sobrevivência. É resultado de construção intencional de valor. Empresários que conseguem vender bem não são aqueles que aguardam o cenário ideal.

São os que estruturam a empresa como se ela pudesse ser auditada amanhã. São os que organizam a demonstração de resultados antes que alguém peça. São os que estruturam o fluxo de caixa e indicadores de desempenho antes da due diligence. São os que formalizam acordos societários antes que surjam conflitos.

Ownership — no sentido mais profundo do termo — é assumir controle integral do processo. É pensar no equity antes da urgência. É organizar a governança antes da pressão. É estruturar a saída antes da exaustão.


Estruturação estratégica para atrair investidores

Muitos tratam a venda da empresa como um evento. Um momento isolado, quase casual. Na prática, vender bem é o resultado de um processo estratégico contínuo.

A empresa que vende melhor é aquela que opera como se estivesse permanentemente pronta para ser analisada por um investidor. Transparência financeira, previsibilidade de receita, clareza societária, governança estruturada e narrativa estratégica coerente não surgem da noite para o dia. São construídas.

Erich Hüttner CEO VSH Partners


A diferença entre quem vende por oportunidade e quem vende por necessidade é justamente essa antecipação. A culpa paralisa. A responsabilidade posiciona.

No mercado de fusões e aquisições, não existe “timing perfeito” esperando do lado de fora. Existe preparação interna que permite aproveitar o timing quando ele surge.

A pergunta que todo empresário deveria se fazer não é se o cenário está ideal. A pergunta é se sua empresa estaria pronta para ser vendida hoje. Porque quem constrói saída de forma intencional não depende do acaso. Depende de estratégia.


Sobre Erich Hüttner

Erich Hüttner é fundador e CEO da VSH Partners, boutique especializada em Fusões e Aquisições (M&A), reestruturação e valuation. Atua em processos de compra, venda e preparação de empresas. Advogado (PUC), com especialização em Direito Empresarial (FGV) e Fusões e Aquisições (Insper), possui mais de 15 anos de experiência e presença recorrente na mídia.


vshpartners.com.br

Publicidade

ASSINE A NOSSA NEWSLETTER

As principais notícias em sua caixa de entrada

Publicidade

Publicidade