Domingo, 10 de maio de 2026
São Paulo-SP, Brasil

Audi circulando em área urbana durante divulgação dos resultados financeiros do Grupo Audi no primeiro trimestre de 2026
Lucro de €588 milhões. Elétricos representam 20% das entregas
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Receita da Audi de € 14,2 bilhões no primeiro trimestre-26

Lucro de €588 milhões. Elétricos representam 20% das entregas

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Grupo Audi registra receita de 14,2 bilhões de euros no primeiro trimestre de 2026 e amplia entregas na Alemanha e na Europa


  • O diretor financeiro da Audi, Jürgen Rittersberger, afirmou: “O ritmo das mudanças no cenário global acelerou significativamente e está tendo um impacto notável em nossos negócios. Nosso desempenho demonstra claramente a necessidade de agirmos com urgência. Por isso, estamos trabalhando em nossas estruturas de custos e implementando medidas de eficiência.”
  • O CEO da Audi, Gernot Döllner, afirmou: “Em um mundo onde as necessidades dos clientes são cada vez mais diversas de região para região, a Audi oferece soluções e modelos específicos para cada mercado.”
  • A receita alcançou 14,2 bilhões de euros, o lucro operacional atingiu 588 milhões de euros e o fluxo de caixa líquido totalizou 883 milhões de euros.


O Grupo Audi apresentou um desempenho sólido no primeiro trimestre de 2026, período marcado por turbulências geopolíticas e econômicas. Apesar da queda global no mercado automotivo, a empresa aumentou suas entregas na Alemanha e na Europa.

Embora as entregas de veículos totalmente elétricos tenham apresentado uma leve queda geral, em parte devido a mudanças nas políticas de subsídios, os híbridos plug-in da marca Audi registraram um crescimento anual de aproximadamente 160%.

Nos primeiros três meses do ano, a receita atingiu 14,2 bilhões de euros, o lucro operacional subiu para 588 milhões de euros e o fluxo de caixa líquido ficou em 883 milhões de euros.

Jürgen Rittersberger, CFO da Audi, comenta os resultados financeiros do Grupo Audi no primeiro trimestre de 2026
Jürgen Rittersberger, CFO da Audi, destaca a necessidade de acelerar medidas de eficiência e redução de custos diante das mudanças no cenário global


“Certezas do passado, como mercados de vendas estáveis e condições previsíveis, já não se aplicam. O ritmo das mudanças no ambiente global acelerou significativamente e está tendo um impacto notável em nossos negócios.

Nosso desempenho demonstra claramente que precisamos agir com urgência. Por isso, estamos trabalhando em nossas estruturas de custos e implementando medidas de eficiência”, afirma Jürgen Rittersberger, CFO da Audi.

O Grupo Audi entregou 364.877 (-6,1%) veículos das marcas Audi, Bentley e Lamborghini a clientes no primeiro trimestre de 2026.


Os veículos elétricos representam 20% das entregas

A marca Audi entregou 360.106 veículos. Esse total inclui mais de 30.000 híbridos plug-in, um aumento de quase 160% em relação ao ano anterior. Em contrapartida, a demanda global por modelos totalmente elétricos apresentou uma leve queda, para cerca de 42.000 veículos entregues, em decorrência de mudanças nas políticas de subsídios nos Estados Unidos e na China. Incluindo os modelos totalmente elétricos, os veículos eletrificados representaram 20% das entregas.

A Audi continua a renovar sua linha de modelos com carros elétricos, híbridos plug-in e veículos com motor a combustão interna, especialmente adaptados aos seus principais mercados.

Gernot Döllner, CEO da Audi, apresenta a estratégia global da marca para diferentes mercados
Gernot Döllner, CEO da Audi, defende o desenvolvimento de modelos específicos para cada mercado como estratégia para ampliar a competitividade global


“Em um mundo onde as expectativas de nossos clientes são cada vez mais diversas de região para região, fica claro que o conceito de um único carro global está se tornando cada vez menos viável. Soluções e modelos específicos para cada mercado são uma necessidade”, afirma Gernot Döllner, CEO da Audi.

“A coragem de buscar novas parcerias e novas abordagens para desenvolvimento, marca e mercados não é um diferencial, mas um pré-requisito para obter vantagem competitiva.”

Com isso em mente, a empresa apresentou o AUDI E7X, o segundo modelo de sua marca irmã exclusiva para a China, no Salão do Automóvel de Pequim, em abril. Neste verão do hemisfério norte, o novo Audi Q9 será lançado como o primeiro SUV topo de linha de grande porte, voltado para clientes na América do Norte. No outono do hemisfério norte, será lançado o Audi A2 e-tron, um modelo elétrico de entrada projetado e fabricado na Europa.

Em 2026, a Audi apresentará ainda mais modelos novos com diferentes tipos de motorização em todo o mundo, incluindo o novo Audi Q7 e o Audi Q4 e-tron atualizado, além de diversos veículos exclusivos para o mercado chinês.


Entregas na Europa, América do Norte e China

Na Europa (excluindo a Alemanha), as entregas cresceram no primeiro trimestre de 2026. A Audi entregou 123.724 veículos aos seus clientes, quase 6% a mais do que no mesmo período do ano passado. Na Alemanha, a Audi aumentou suas entregas em quase 4%, para 50.308 unidades.

A marca fortaleceu significativamente sua posição no mercado doméstico, particularmente no segmento de veículos elétricos. Os 12.223 veículos entregues representam um crescimento de 41% em comparação com o primeiro trimestre de 2025.

A Audi registrou uma queda significativa nas vendas na América do Norte (excluindo o México), onde a marca entregou 35.464 veículos no primeiro trimestre do ano.

A queda de 27% deve-se principalmente às tarifas americanas e ao fim dos subsídios para carros elétricos nos Estados Unidos. Enquanto isso, a Audi continua expandindo sua linha. O interior espaçoso e os diversos recursos tecnológicos do Audi Q9 foram concebidos para atender às necessidades dos clientes na América do Norte.

Com o novo Audi Q3, lançado com sucesso em março, e o novo Audi Q7, que também deve estrear no mercado americano ainda este ano, esses lançamentos tornarão a linha de SUVs premium da Audi a mais jovem dos Estados Unidos.

Na China, a Audi entregou 127.109 veículos de janeiro a março de 2026. A queda de 12% deve-se principalmente às incertezas macroeconômicas, a um mercado que permanece altamente competitivo e a mudanças nos modelos. Ao mesmo tempo, as entregas de modelos totalmente elétricos aumentaram quase 28%.

A Audi continua a iniciativa de desenvolvimento de produtos com seus parceiros FAW e SAIC. O novo Audi A6L foi lançado há poucas semanas. O Audi E7X chegará no primeiro semestre de 2026. Além disso, a Audi e a SAIC estão fortalecendo sua parceria estratégica e estabelecendo um novo Centro de Inovação e Tecnologia da Audi em Xangai.

Nos mercados estrangeiros e emergentes, os clientes receberam cerca de 24.000 veículos, o que representa uma queda de mais de 6%. Entre outros fatores, o conflito no Oriente Médio teve um impacto negativo nas entregas locais.


Receita, lucro operacional e margem operacional

O Grupo Audi gerou uma receita de 14,178 bilhões de euros no primeiro trimestre de 2026. A queda de aproximadamente 8% deve-se à redução do volume de entregas em um mercado altamente competitivo, bem como aos efeitos negativos da composição do mix de produtos.

O lucro operacional aumentou quase 10%, para 588 milhões de euros (1º trimestre de 2025: 537 milhões de euros), e a margem operacional subiu para 4,2% (1º trimestre de 2025: 3,5%).

A disciplina de custos e a redução das provisões relacionadas à conformidade com as normas de CO₂ tiveram um impacto positivo. As despesas de reestruturação também diminuíram. Entre outros fatores, as tarifas americanas tiveram um efeito negativo.


Visão geral da Bentley, Lamborghini e Ducati

A receita da Bentley caiu para 462 milhões de euros (1º trimestre de 2025: 661 milhões de euros), em parte devido ao menor volume de vendas, especialmente em consequência do ambiente de mercado desafiador na China e nos Estados Unidos.

O resultado operacional foi ainda mais impactado pelas tarifas e pelas medidas de reestruturação nos Estados Unidos, totalizando -26 milhões de euros (1º trimestre de 2025: 71 milhões de euros), enquanto a margem operacional ficou em -5,6% (1º trimestre de 2025: 10,7%).

Em comparação com o forte primeiro trimestre do ano passado, a Lamborghini gerou uma receita de 863 milhões de euros (1º trimestre de 2025: 895 milhões de euros) de janeiro a março de 2026.

O lucro operacional atingiu 200 milhões de euros (2025: 248 milhões de euros), enquanto a margem operacional ficou em 23,1% (2025: 27,7%) e se manteve em um patamar elevado.

A receita da Ducati caiu para 203 milhões de euros (1º trimestre de 2025: 246 milhões de euros), refletindo o mercado altamente competitivo.

O lucro operacional foi de 7 milhões de euros (1º trimestre de 2025: 15 milhões de euros), e a margem operacional foi de 3,5% (1º trimestre de 2025: 6,3%).


Resultado financeiro e lucro após impostos

O resultado financeiro do Grupo Audi ao final do primeiro trimestre do ano fiscal de 2026 totalizou 174 milhões de euros (1º trimestre de 2025: 265 milhões de euros). Desse total, 28 milhões de euros (1º trimestre de 2025: 170 milhões de euros) provêm das operações na China. O lucro antes de impostos caiu para 763 milhões de euros (1º trimestre de 2025: 802 milhões de euros), enquanto o lucro líquido foi de 559 milhões de euros (1º trimestre de 2025: 630 milhões de euros).


Fluxo de caixa líquido

O fluxo de caixa líquido atingiu 883 milhões de euros (1º trimestre de 2025: -61 milhões de euros). O aumento deve-se principalmente à otimização do capital de giro.


Previsão para 2026

O Grupo Audi continua a prever receitas entre 63 e 68 bilhões de euros para 2026. A margem operacional projetada situa-se entre 6% e 8%. A Audi prevê um fluxo de caixa líquido entre 3 e 4 bilhões de euros. As perspectivas financeiras para 2026 baseiam-se na situação tarifária vigente no final de abril, e os potenciais impactos de uma escalada das tensões no Oriente Médio não podem ser avaliados com precisão neste momento, sendo, portanto, excluídos das projeções.


www.audi.com

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